Silicones industriais, Lda.
 

TECNICAMENTE FALANDO

  1. É do conhecimento e experiência gerais, que as humidades provocam cerca de 90% dos problemas da construção civil.
    De facto, a água na sua forma liquida, quer por micro-infiltrações, quer por condensação, transporta para o interior dos materiais de construção substâncias ácidas e, ou alcalinas, para além de bactérias, algas e fungos. Estas substâncias dão origem a variadíssimos processos químicos e, ou orgânicos, provocando os tão conhecidos:

    -Bolores, salitres, descasques de tinta, corrosões de várias espécies, envelhecimentos precoces, alterações de visuais, até provocarem desconforto real.

    As reparações bem frequentes na indústria da construção, de tais ocorrências, são normalmente dispendiosas, e com todas as inconveniências e prejuízos para os construtores, donos de obra e, ou proprietários.


  2. Normas gerais para aplicação de Silicones

    Muito embora as embalagens tenham indicações sobre o modo de utilização, as seguintes regras gerais devem ser observadas:

    • A estrutura a ser tratada (hidrofugada) não pode ter fissuras ou poros superiores a 0,3 milímetros, sob pena de permitir a penetração da água. Deve também estar superficialmente (3 a 4mm) seca e limpa.
    • Alguns tipos de SILICONE , terão de ser diluídos na obra. As diluições são rigorosas, pois trata-se de produtos técnicos. Assim:

      • tipo 1 – para materiais em barro. Situação ácida. PH <8 Aplicar tal e qual está na vasilha.

      • tipo 2 Plus – para materiais com cimento ou cal e pedras.
        PH> 8.

        Diluir o produto de 1:4 a 1:9, em conformidade com o teor de sólidos necessários para uma perfeita hidrofugação do substracto. Utilizar água limpa. Agitar o produto na água. Após diluição, a solução tem validade de um ano se acondicionada em recipiente bem fechado. (favor consultar os nossos serviços técnicos).

      • tipo 3 – para rebocos e betão antes de pintar, no interior e no exterior. PH> 8.

        Diluir o produto na proporção de 1 para 10. Ex.ª: 1 litro de produto em 10 de água. Agitar mexendo bem. Não turva, nem tem prazo de validade após misturado. No entanto o preparado não deve ficar em contacto com o ar mais de 5 horas. Manter o recipiente fechado.


  3. Não se deve aplicar produto para além do que o suporte absorve, especialmente em superfícies horizontais. Após aplicação nestas superfícies, retirar com um pano os excessos, dentro de 5 minutos após aplicação. Secagem sem absorção dará origem a reacção exterior com formação de manchas brancas, ou “escorridos resinosos”.


  4. A duração da reacção química dos silicones com os substractos em que foram aplicados, depende das condições atmosféricas.
    Assim:

      -  Tempo quente e seco: cerca de 24 horas.

      -  Tempo frio e húmido: cerca de 48 horas.

    Não se deve pois, pintar ou aplicar revestimentos em superfícies tratadas a silicone, antes de decorridos aqueles prazos.


  5. A aplicação de qualquer dos Silicones , em substrato, não é impeditivo de aplicar qualquer outro revestimento ao substrato tratado, nomeadamente qualquer tinta, verniz, ladrilho, azulejo, massas, pedras, materiais de colagem, etc.

    O facto de os minerais serem hidrofugados, em nada lhes são alteradas as suas características físicas, com excepção de ficarem repelentes à água.

    Para aplicar qualquer dos Silicones , recomendamos a pulverização a baixa pressão. Em casos especiais poderá também fazer-se a aplicação cuidada com trincha ou rolo. Imersão durante um minuto é também recomendado quando aplicável.


  6. MUITO IMPORTANTE: Quando se tratam zonas anexas a vidro (exemplo: janelas), há que proteger o vidro, pois os Silicones tipos 1 e 3 reagem com o vidro deteriorando-o. O tipo 2 Plus não reage com o vidro, mas obriga a limpeza com solvente. Madeiras, alumínios, outros metais e plásticos não são deteriorados pelos hidrofugantes , bastando uma limpeza com um pano húmido.


  7. Utilização especifica de silicones

    No exterior:

    • Telhados, guarda-fogos e caleiras com alvenaria:
      • Telhados cerâmicos:
        Em primeiro lugar pulverizar abundantemente as telhas com tipo 1.
        Depois as cornijas, guarda-fogos e caleiras com tipo 2 plus.

      • Telhados com telhas de betão:
        Utilizar somente o tipo 2 plus
    • Empenas rebocadas e betão para pintar: utilizar o tipo 3
    • Empenas rebocadas para serem revestidas: salvo consulta prévia aos nossos serviços técnicos, utilizar o tipo 2 plus.
    • Molduras, peitoris e soleiras a pedra: utilizar o tipo 2 plus. Mediante consulta aos nossos serviços técnicos poderá eventualmente ser utilizado o tipo 3.
    • Varandas e ou placas: utilizar o tipo 2 plus. Certificar-se que não existem fissuras e que as superfícies têm pendente mínimo a 3% para escoamento da água repelida pelo silicone. As placas não podem formar charcos. As varandas ou placas que tenham muros protectores com ou sem pedras de remate, estes terão de ser também tratados.
    • Terraços e zonas envolventes: se em tijoleira rústica, utilizar o tipo 1, em outros materiais utilizar tipo 2 plus.

No interior:

  • Paredes e tectos da zona social e quartos, utilizar o tipo 3.
  • Paredes e tectos de cozinhas e casas de banho, utilizar o tipo 2 plus.
  • Caves, utilizar o tipo 2 plus.

No exterior:

  • Pedras e betão à vista, utilizar o tipo 2 plus.
  • Cerâmicas no geral, utilizar o tipo 1, salvo nas que tiverem juntas de cimento à vista onde deverá então ser utilizado o tipo 2 plus.

 

PARÁGRAFO ÚNICO

Homologação: não é possível homologar os hidrofugantes de silicone , em termos clássicos, por organismos independentes, em virtude da multiplicidade de aplicações diferentes em substratos específicos.

No entanto, ensaios feitos por laboratórios oficiais atestam a qualidade dos produtos, e podem ser facultados a pedido.

Da mesma maneira, qualquer produto fornecido tem análise de lote que atesta a especificação de fábrica.

 

Literatura:

Belgium Building Research Institute
Cstc- wtcb- Brussels
Test Report de 577033\22 31.01.1997

DL laboratories, New York, USA
Test report dl- 11349 28.12.1996

Centro tecnológico da cerâmica e do vidro
Coimbra

Relatório de ensaio nr.384\94 08\06\1994